- Exportações de milho aumentaram muito em janeiro
- Média diária de embarque ficou bem maior que no ano passado
- Paridade de exportação e câmbio favoreceram as vendas ao exterior
- Receita das vendas cresceu de forma expressiva no mês
- Preço médio por tonelada subiu ligeiramente
Brasil: exportações diárias de milho sobem 70% em janeiro de 2026
Você acompanha o mercado do milho? Os primeiros dados de janeiro de 2026 mostram um salto na velocidade dos embarques. O relatório inicial da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indica que, até agora, o Brasil já embarcou 1.673.646,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) neste mês — volume parcial que equivale a 46,56% do total embarcado em todo janeiro de 2025.
Números principais — o que você precisa saber
- Exportação acumulada (parcial): 1.673.646,5 t em janeiro/2026
- Exportação completa em jan/2025: 3.594.034,4 t
- Média diária (primeiros 6 dias úteis): 278.941,1 t/dia — aumento de 70,7% frente aos 163.365,2 t/dia de janeiro/2025
- Receita acumulada (parcial): US$ 382.825.000 em janeiro/2026
- Receita em jan/2025 (mês completo): US$ 789.863.000
- Média diária de receita: passou de US$ 35.902.000/dia para US$ 63.804.000/dia — alta de 77,7%
- Preço médio por tonelada: subiu 4,1%, de US$ 219,80 para US$ 228,70
Para conferir a base oficial dos números citados, consulte o Dados oficiais de exportações por produto.
Comparativo rápido
| Indicador | Janeiro 2026 (parcial) | Janeiro 2025 (mês completo) |
|---|---|---|
| Volume total embarcado | 1.673.646,5 t | 3.594.034,4 t |
| Média diária (t/dia) | 278.941,1 | 163.365,2 |
| Receita acumulada (US$) | 382.825.000 | 789.863.000 |
| Média diária de receita (US$) | 63.804.000 | 35.902.000 |
| Preço médio (US$/t) | 228,70 | 219,80 |
Observação: os valores de janeiro/2026 são parciais e referem-se ao primeiro reporte do mês.
Para contexto sobre oferta interna e estoques, veja os Relatórios de safra e estoques Conab.
Por que essa alta diária está ocorrendo
Analistas apontam que a combinação de paridade de exportação e um câmbio mais favorável tornou o milho brasileiro mais atraente para compradores externos. Em outras palavras, o preço que chega ao porto tem sido compatível com a venda nas regiões produtoras, o que estimula os embarques e aumenta a demanda internacional sobre o produto. Os movimentos cambiais podem ser verificados na Série oficial de taxas de câmbio.
Para entender melhor os caminhos de expansão das vendas externas, veja as discussões sobre o mercado internacional e o agronegócio brasileiro.
Conclusão
As exportações diárias de milho saltaram 70,7%, com média de 278.941,1 t/dia, e já foram embarcadas 1.673.646,5 t no início de janeiro/2026. A receita parcial alcançou US$ 382.825.000 e a média diária de receita subiu 77,7% — reflexo da paridade de exportação e de um câmbio mais favorável. O preço médio por tonelada subiu 4,1%.
É uma janela aberta: maior velocidade de embarques e receitas em alta fortalecem a presença do Brasil no mercado mundial. Mas não é festa garantida — fique atento aos gargalos logísticos e custos do escoamento, à oferta interna e às oscilações do câmbio, que podem frear o ritmo. Problemas na armazenagem e no escoamento já vinham sendo apontados como limitações, especialmente em cenários de maior produção — leia sobre produção e armazenagem do milho.
Para soluções técnicas e pesquisas sobre armazenagem e escoamento, consulte Soluções de armazenagem e logística.
Em resumo: cenário promissor, com oportunidades claras e riscos conhecidos. Quer acompanhar a próxima movimentação do mercado e não perder o compasso? Consulte as análises sobre tendências do mercado de grãos.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com as exportações de milho em janeiro/26?
O Brasil exportou 70,7% mais milho por dia útil. A média diária foi 278.941,1 t contra 163.365,2 t em jan/25.
Quanto já foi embarcado em janeiro/26?
Até o reporte foram 1.673.646,5 toneladas — 46,56% do total de janeiro/25.
Por que as exportações aumentaram tanto?
Paridade de exportação e câmbio favoreceram: o milho ficou mais competitivo e atrativo no porto.
Quanto o país já faturou com essas vendas?
US$ 382.825.000 no mês; média diária de US$ 63.804.000 (alta de 77,7%).
O preço por tonelada também subiu?
Sim. De US$ 219,80 para US$ 228,70 por tonelada (alta de 4,1%).
Esse ritmo pode se manter?
Depende do câmbio, da oferta interna e da logística. Qualquer deterioração nesses fatores pode reduzir o ritmo. Para estratégias de escoamento e redução de custos, há propostas em melhorias no escoamento da produção rural.
Há risco de gargalos logísticos?
Sim. Portos e transporte podem limitar embarques, apesar de o ritmo atual indicar melhora operacional. Saiba mais sobre os impactos da logística rural na competitividade.
O que isso significa para o mercado mundial?
Maior oferta do Brasil tende a pressionar preços e beneficiar compradores, além de fortalecer a participação brasileira no comércio global. Veja análises sobre o agronegócio brasileiro no mercado mundial.
Para indicadores globais de preços e oferta, veja os Indicadores internacionais de preços agrícolas.




