Você acompanha o que está por trás das altas do feijão neste começo de maio. Neste texto, você vê como a oferta restrita nas principais regiões produtoras, o atraso da colheita no Paraná e a demanda por lotes de melhor qualidade mantêm os preços firmes.
O clima irregular e as chuvas atrasam o avanço das lavouras e limitam a disponibilidade no mercado. As revisões de produção reforçam a percepção de estoque apertado. Você fica por dentro de onde o movimento está mais forte e do que esperar para as próximas semanas. Este cenário também dialoga com os desafios do agronegócio do setor. Para acompanhar, Panorama atual do preço do feijão.
Feijão segue em alta no Brasil com atraso na segunda safra paranaense
Panorama atual
- Você acompanha o mercado e já sabe: entre 1º e 8 de maio, os preços do feijão preto e do feijão carioca subiram novamente. Segundo o levantamento do Cepea/CNA, os estoques estão ajustados, o clima foi irregular e a demanda por lotes de melhor qualidade segue firme.
- O atraso no desenvolvimento das lavouras do Paraná, aliado às chuvas atípicas, freou o avanço da colheita e reduziu a disponibilidade no mercado. Além disso, revisões para a produção da safra 2025/2026 reforçam a percepção de oferta mais apertada, ajudando a sustentar as altas. Safra paranaense de feijão em foco.
- Você pode observar que o movimento de alta ganhou força desde a segunda metade de abril, com a atenção voltada para a evolução da colheita paranaense e a chegada de uma frente fria na Região Sul. A cautela entre compradores e vendedores segue elevada.
Observação: a oferta de grãos de melhor padrão continua restrita e ajuda a manter a pressão de preços no curto prazo.
Para entender como as condições climáticas e os riscos sazonais influenciam a produção, leia sobre risco climático no agro e planejamento da safra.
Fatores que pesam sobre o mercado
- Estoques limitados e adaptação da colheita: a disponibilidade de grãos de qualidade está sendo contida pela menor vazão de colheita no Paraná e pela necessidade de secagem de grãos recém-colhidos no Sul.
- Condições climáticas: clima irregular e o risco de novas precipitações influenciam o ritmo da colheita e a qualidade dos lotes disponíveis.
- Demanda por qualidade: compradores ativos, inclusive de outros estados, buscam lotes de melhor padrão, o que sustenta os preços.
- Perspectivas da safra 2025/2026: revisões de produção apontam para uma oferta menos robusta, contribuindo para o viés de alta.
Destaques regionais
- Em Curitiba e nas Campos Gerais do Paraná, o feijão carioca de nota 8/8,5 registrou elevação de até 4,6%.
- Nas regiões produtoras de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, a limitação de lotes armazenados continua influenciando os preços do carioca, mesmo com negociações mais pontuais.
- Itapeva (SP) foi a região com o maior avanço semanal: o preço do carioca 8/8,5 subiu cerca de 11,3%, impulsionado pela escassez de grãos de qualidade e pela atuação ativa de intermediários. O lance para o carrinho de compra ficou em torno de R$ 415,66 por saca de 60 kg, com alta semanal de aproximadamente 5,0%.
- O mercado do carioca peneira 12, nota 9 ou superior segue com baixa disponibilidade de produto, o que reforça a pressão sobre preços de alta qualidade.
- No Sul do Brasil, o avanço apareceu de forma mais contida, em parte pela entrada gradual da segunda safra e pela necessidade de secagem dos grãos recém-colhidos.
- Feijão preto: o movimento também foi de valorização forte nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea/CNA. A demanda por lotes recém-colhidos da segunda safra ajudou a sustentar os preços. Intermediários atuando com compradores de outros estados intensificaram a alta no Paraná.
- Na Metade Sul do Paraná, o feijão preto avançou cerca de 8,39%; em Curitiba e Campos Gerais, a alta ficou em torno de 7,72%. Em Itapeva (SP), a demanda da indústria paulista por reposição de estoques de melhor qualidade levou a uma alta de aproximadamente 9,41%.
Tabela: variações regionais (carioca 8/8,5 e preto)
| Região | Feijão Carioca (nota 8/8,5) – var. semanal | Feijão Carioca Peneira 12 (nota 9) – observações | Feijão Preto – var. semanal | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Itapeva (SP) | 11,3% | Notas altas de disponibilidade parcialmente restritas | 9,41% | Demanda paulista por reposição de estoques |
| Leste Goiano | 8,53% | Alta marcada para o segmento de qualidade | — | (informação específica não indicada) |
| Curitiba (PR) | 4,68% | Maior parte com disponibilidade mais restrita | 7,72% | Oferta ainda contida; moagem/indústria atuando |
| Metade Sul (PR) | — | — | 8,39% | Avanço relevante na segunda safra |
- Observação: os números acima refletem movimentos específicos de cada região para os tipos citados e podem variar conforme o fornecedor e o estágio de comercialização.
Para entender como as condições climáticas e as dinâmicas regionais se conectam com a oferta de grãos de qualidade, leia sobre risco climático no agro e estratégias de planejamento de safra.
Conclusão
Neste começo de maio, você percebe que a alta do feijão se mantém por causa da oferta restrita, do atraso da segunda safra paranaense e da demanda por lotes de melhor qualidade. O clima irregular e as chuvas atrasam a colheita e restrigem a disponibilidade, mantendo os estoques apertados.
Revisões de produção apontam para uma safra 2025/2026 menos robusta, reforçando o viés de alta. Para as próximas semanas, espere preços firmes e alguma volatilidade, conforme o ritmo da colheita no Paraná e as condições climáticas. Regiões como Itapeva (SP) apresentam valorização acentuada, mas o cenário segue dependente da evolução da oferta de grãos de qualidade em todo o país. Além disso, este contexto destaca a importância da agroindústria e do agronegócio no Brasil.
Para dados diretos sobre oferta, veja Oferta menor sustenta as cotações.
Perguntas Frequentes
– Por que os preços subiram no começo de maio?
O preço subiu por oferta restrita e atraso na colheita da segunda safra no Paraná. Clima irregular e demanda por grãos de melhor qualidade ajudam. Para entender os fatores climáticos que impactam o mercado, veja o conteúdo sobre risco climático.
– Qual fator no Paraná está mais impactando a oferta?
O atraso no desenvolvimento das lavouras paranaenses e chuvas irregulares reduzem o ritmo da colheita e a disponibilidade.
– Qual região apresentou maior valorização do feijão carioca no início de maio?
Itapeva (SP) teve o maior avanço semanal, com alta de 11,3% no padrão 8 e 8,5.
– Onde ocorreu a maior alta semanal do feijão carioca, e qual foi o percentual?
Itapeva (SP) — 11,3% de alta no feijão carioca de padrão 8/8,5.
– Como o Cepea/CNA descreveu o movimento entre 1º e 8 de maio?
Houve novas valorizações. Estoques estavam ajustados e a demanda por lotes de melhor qualidade estava ativa.
– O que aconteceu com o feijão preto nesse cenário?
O feijão preto também valorizou bastante. Na Metade Sul do Paraná subiu 8,39%, e em Curitiba/Campos Gerais subiu 7,72%.
– Quais fatores climáticos continuam influenciando o mercado?
A chuva irregular e o atraso na colheita da segunda safra no Paraná continuam pesando. O avanço da colheita e o risco de novas chuvas importam.
– O que esperar para as próximas semanas?
Com oferta ainda apertada e a nova safra entrando aos poucos, os preços devem permanecer sustentados. O clima e o ritmo da colheita no Paraná vão definir o ritmo. Para entender o papel da agroindústria no cenário mais amplo, leia também agronegócio brasileiro no mercado mundial e o que é agronegócio no Brasil.




