Você vai entender como a safra brasileira de café pode bater um recorde histórico neste ciclo, segundo a Conab, impulsionada pela bienalidade positiva do arábica, pela entrada de novas áreas e por um clima favorável.
Você verá Minas Gerais na dianteira da produção, com o arábica puxando o crescimento, enquanto o conilon aparece estável. Também vamos falar sobre as exportações e sobre como o mercado global acompanha a demanda, mesmo com estoques mais apertados. A plataforma Parque Cafeeiro, lançada pela Conab, tem ajudado a mapear áreas de produção de café no Brasil e a entender a expansão da safra.
Safra brasileira de café 2026 pode bater recorde histórico, aponta Conab
Panorama: números-chave e fatores de produção
- A estimativa da Conab para a safra 2026 é de 66,7 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 18% em relação ao ciclo anterior. Conab prevê safra recorde de café 2026
- Se se confirmar ao final da colheita, seria o maior registro da série histórica da estatal, superando o recorde de 2020 (63,08 milhões).
- O crescimento é puxado pela bienalidade positiva do café arábica, pela expansão da área plantada e por condições climáticas mais favoráveis.
- Dados do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 mostram ainda melhoria na área total e na produtividade.
- Área total estimada: 2,34 milhões de hectares (3,9% frente à temporada passada).
- Em produção: 1,94 milhão de hectares; cerca de 401,7 mil hectares ainda estão em formação.
- Produtividade média nacional esperada: 34,4 sacas/ha (13%).
- Produção de arábica: 45,8 milhões de sacas (28% contra o ciclo anterior).
- Produção de conilon: 20,9 milhões de sacas (0,8%).
- Destaque regional: a projeção aponta recuperação para as principais regiões produtoras, com Minas Gerais liderando a marca nacional.
Destaques por região e por variedade
- Arabica (destaque nacional)
- Deverá responder por grande parte da safra, com forte ganho em produtividade e expansão de área.
- Conilon
- Mantém uma curva estável, com avanço na área plantada para compensar variações de produtividade.
- Minas Gerais
- Principal estado produtor, com projeção de 33,4 milhões de sacas (árabe conilon), avanço de quase 30% frente ao ano anterior. Perfil nacional de café fevereiro de 2026.
- Fatores: bienalidade positiva, melhor distribuição de chuvas antes da floração e clima favorável até março.
- Espírito Santo
- Segundo maior produtor, estimativa de 18,0 milhões de sacas (3%).
- Arábica capixaba com recuperação expressiva (aprox. 27,9%), produção na casa de 4,4 milhões de sacas.
- Conilon capixaba deve chegar a 13,6 milhões de sacas, queda de aproximadamente 4,2% em relação ao ciclo anterior.
- Bahia
- Projeção de crescimento de cerca de 5,9%, total estimado em 4,7 milhões de sacas.
- Distribuição: parte relevante é de conilon, com destaque para manejo e novas áreas.
- São Paulo
- Produção de arábica estimada em 5,9 milhões de sacas, alta de 24,6% frente ao ciclo anterior.
- Rondônia
- Conilon com previsão de 2,8 milhões de sacas, crescimento de 19,4%; renovação de cafezais com clones mais produtivos e condições climáticas favoráveis ajudam o desempenho. Projeção de safra 2026 segundo a Conab.
| Região/Estado | Produção estimada (milhões de sacas) | Observações |
|---|---|---|
| Minas Gerais | 33,4 | Lidera a produção nacional |
| Espírito Santo | 18,0 | Arábica em recuperação; conilon estável |
| Bahia | 4,7 | Crescimento moderado |
| São Paulo | 5,9 | Arábica; alta expressiva |
| Rondônia | 2,8 | Conilon; renovação de lavouras |
| Variedade | Produção estimada (milhões de sacas) | Variação YoY |
|---|---|---|
| Arábica | 45,8 | 28% |
| Conilon | 20,9 | 0,8% |
| Total | 66,7 | 18% |
Conclusão
Você pode se orientar pela projeção da Conab de que a safra 2026 atingirá 66,7 milhões de sacas de 60 kg, um ganho de 18% em relação ao ciclo anterior, possivelmente estabelecendo o recorde histórico da série. Esse desempenho está sendo impulsionado pela bienalidade positiva do arábica, pela expansão de área e por um clima favorável até março. Embora as exportações tenham recuado no início de 2026, com estoques internos baixos, a demanda global permanece sólida, o que pode sustentar os preços e a renda de produtores. A produção total deverá ter boa participação de arabica (em torno de 45,8 milhões de sacas), enquanto o conilon fica estável em 20,9 milhões de sacas. Em termos regionais, Minas Gerais lidera com aproximadamente 33,4 milhões de sacas, seguido por Espírito Santo (~18,0 milhões), Bahia (~4,7 milhões), São Paulo (~5,9 milhões), e Rondônia (~2,8 milhões). A área total estimada de 2,34 milhões de hectares e a produtividade média de 34,4 sacas/ha apontam para um ciclo ainda mais produtivo. Em resumo, você deve acompanhar uma safra mais ampla, mais produtiva e com maior peso do arábica, mantendo o Brasil bem posicionado no mercado global, mesmo diante de desafios de estoque e de renovação de cafezais. Observadores destacam volatilidade nos mercados internacionais, com oscilações de preço em Londres e riscos de logística e queda nas exportações em Nova York.
Perguntas Frequentes
O que a Conab projeta para a safra de 2026?
66,7 milhões de sacas de 60 kg; 18% acima de 2025. Análises sobre a safra no exterior
Qual o principal motivo para o recorde de 2026?
Bienalidade positiva do arábica, mais área plantada e clima favorável.
Qual a participação do arábica na safra?
Arábica deve produzir 45,8 milhões de sacas; 28% frente a 2025.
Quem lidera a safra de 2026?
Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas; 29,8% frente a 2025.
E o conilon, como fica?
Conilon deve produzir 20,9 milhões de sacas; leve alta de 0,8%; área em produção 388,2 mil ha; produtividade 53,9 sacas/ha.
Como está a área plantada e a produtividade?
Área total de 2,34 milhões de ha; 3,9%. Produtividade média nacional de 34,4 sacas/ha; 13%.
As exportações de café já caíram no começo de 2026?
Sim. Jan–abr: 11,5 milhões de sacas; -22,5% vs 2025; estoques internos baixos.
Quais estados devem ampliar a produção?
Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Rondônia.




