Você sabia que um animal com febre e secreção nasal pode estar comprometendo todo o desempenho do seu lote? As doenças respiratórias dos bovinos figuram entre as principais causas de prejuízo na pecuária brasileira, tanto em confinamentos quanto em sistemas a pasto, e o problema muitas vezes avança antes de qualquer intervenção.
O tema ganhou destaque com a publicação de informações técnicas da Ceva Saúde Animal, que detalha o cenário atual da síndrome respiratória bovina e aponta caminhos para controle mais eficiente no campo.
Por Que as Doenças Respiratórias Bovinas Preocupam Tanto os Pecuaristas
O complexo das doenças respiratórias dos bovinos (DRB) não resulta de um único agente. Ele envolve a interação entre bactérias, condições ambientais, práticas de manejo e o estado imunológico de cada animal.
Os principais agentes bacterianos que aparecem nos quadros mais graves são:
- Mannheimia haemolytica
- Pasteurella multocida
- Histophilus somni
- Mycoplasma bovis
Esses microrganismos podem viver nas vias respiratórias sem causar doença. O problema começa quando o animal passa por situações de estresse ou queda imunológica: as bactérias se proliferam e atingem o trato respiratório inferior, provocando inflamações que podem chegar a lesões pulmonares permanentes.
Segundo Baity Leal, médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, o gatilho está no desequilíbrio: quando há queda de imunidade ou estresse, as bactérias se multiplicam e alcançam o pulmão.
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Situações que Disparam o Risco no Seu Rebanho
Se você trabalha com confinamento, o nível de atenção precisa ser ainda maior. A proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente constroem ou destroem a resistência imunológica do lote. Mas produtores que trabalham em sistemas extensivos também não estão livres: doenças respiratórias dos bovinos aparecem sempre que há estresse prolongado ou condições adversas.
Os momentos de maior risco incluem:
- Transporte de longa distância
- Jejum prolongado antes ou após embarque
- Mistura de animais de origens diferentes
- Formação recente de lotes
- Alta densidade animal por piquete ou baia
- Ventilação deficiente em galpões
- Exposição a poeira, lama e umidade elevada
Cada um desses fatores, isolado, já aumenta a pressão de infecção. Na prática, eles costumam aparecer juntos, especialmente na entrada de lotes novos no confinamento.
Sinais que Pedem Resposta Imediata
O atraso no diagnóstico é um dos maiores inimigos no controle das doenças respiratórias dos bovinos. Quando os sintomas ficam visíveis para toda a equipe, o animal muitas vezes já acumulou danos pulmonares relevantes.
Fique atento a:
- Febre
- Secreção nasal (serosa ou purulenta)
- Lacrimejamento excessivo
- Tosse frequente
- Respiração acelerada ou com dificuldade
- Apatia e isolamento do lote
- Queda no consumo de ração
- Piora no ganho de peso diário
Em bezerras leiteiras, os impactos vão além da fase aguda: animais que passam pela DRB jovens podem apresentar comprometimento no desenvolvimento, na reprodução e na produção futura.
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O Que a Doença Cobra da Sua Operação
O custo das doenças respiratórias dos bovinos vai muito além do gasto com medicamentos. Os impactos econômicos indiretos muitas vezes superam o custo direto do tratamento:
| Impacto | Consequência Prática |
|---|---|
| Redução do ganho de peso | Animal sai do confinamento mais leve ou mais tarde |
| Piora da conversão alimentar | Mais ração para o mesmo resultado |
| Tempo maior de recuperação | Giro mais lento do lote |
| Desuniformidade | Lotes heterogêneos dificultam venda e abate |
| Mortalidade | Perda total do investimento no animal |
Esses números se acumulam silenciosamente, especialmente quando o produtor não tem protocolo claro de monitoramento e resposta.
Como Estruturar a Prevenção na Prática
Para Baity Leal, a doença respiratória bovina não é exclusividade do confinamento: sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta. A prevenção precisa fazer parte da rotina da fazenda, não ser acionada só quando o problema aparece.
As principais práticas preventivas envolvem:
- Controle de poeira, umidade e ventilação nas instalações
- Organização dos lotes por origem e faixa etária
- Redução do estresse durante manejo e transporte
- Período de adaptação para animais recém-chegados
- Colostragem adequada e no tempo certo para bezerros
- Higienização e cura correta do umbigo
- Programas de vacinação estruturados com protocolo veterinário
Cada ponto dessa lista representa uma barreira. Quanto mais barreiras ativas, menor a chance de o agente infeccioso encontrar um animal vulnerável.
Tratamento: Velocidade e Protocolo Correto Fazem a Diferença
Quando a doença já está instalada, o tempo de resposta é o fator mais crítico. Quanto antes o tratamento começa, menor o dano pulmonar e mais rápida a recuperação.
O controle da doença respiratória bovina exige ação em três frentes ao mesmo tempo: combater a infecção bacteriana, controlar a inflamação e tratar os sintomas clínicos. Tratar apenas a bactéria sem resolver a inflamação prolonga a recuperação e aumenta o risco de sequelas.
Entre as opções disponíveis no mercado, o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, combina florfenicol (antibiótico de amplo espectro) com meloxicam (anti-inflamatório, analgésico e antipirético). O produto atua contra os principais agentes bacterianos da DRB e controla febre e dor por período prolongado.
O tratamento deve sempre ser conduzido com orientação veterinária e dentro de protocolos de uso responsável de antimicrobianos.
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FAQ – Perguntas Frequentes
P: O que são doenças respiratórias dos bovinos (DRB)?
R: É um complexo sanitário causado pela interação entre agentes bacterianos como Mannheimia haemolytica e Pasteurella multocida, condições ambientais inadequadas e queda de imunidade dos animais. Afeta tanto confinamentos quanto rebanhos a pasto em situações de estresse.
P: Quais os principais sinais de alerta para doenças respiratórias em bovinos?
R: Febre, secreção nasal, tosse, apatia, dificuldade respiratória e queda no consumo de ração são os sinais mais comuns. Em bezerros, o problema pode comprometer o desenvolvimento futuro do animal.
P: Como prevenir surtos de doenças respiratórias no rebanho?
R: A prevenção exige um conjunto de ações: controle de ventilação e umidade, organização dos lotes, redução do estresse no manejo, vacinação estruturada e cuidados com animais recém-chegados. Não existe uma medida isolada que funcione sozinha.
P: Qual é o impacto econômico das doenças respiratórias na pecuária?
R: Além dos gastos com medicamentos e mão de obra, a DRB reduz o ganho de peso, piora a conversão alimentar, aumenta o tempo de recuperação e gera desuniformidade nos lotes, o que afeta diretamente a rentabilidade da operação.
Fonte Original
Portal do Agronegócio — Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária




