O mercado de feijão fechou a semana de 10 de julho com comportamento firme nas duas principais variedades comerciais do país. O feijão carioca segue valorizado pela escassez de lotes de qualidade, enquanto o feijão preto se sustenta pela redução expressiva da produção no Paraná. Em ambos os casos, a tendência de curto prazo aponta para manutenção dos preços em patamares elevados.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o cenário atual é marcado por uma comercialização cada vez mais técnica: qualidade, origem, uniformidade dos grãos e aproveitamento industrial passaram a definir preços com mais peso do que o volume disponível.
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Feijão Carioca: Lotes Premium Escassos e Preços Altos
O feijão carioca encerrou a semana com cotações sustentadas pela baixa disponibilidade dos lotes de classificação superior. A semana mais curta por conta do feriado estadual da Revolução Constitucionalista em São Paulo reduziu o volume de negócios, mas não provocou pressão sobre os preços.
Os padrões Extra, especialmente notas 9 e 9,5, seguem sendo negociados principalmente por amostras e programações de embarque, com direcionamento prioritário para a indústria. As referências no mercado paulista estão assim:
| Padrão | Preço (CIF São Paulo) |
|---|---|
| Extra nota 9 e 9,5 | R$ 400 a R$ 440/saca |
| Pedidas nota 9 | Próximas de R$ 430/saca |
| Pedidas nota 10 | Próximas de R$ 445/saca |
A entrada gradual da terceira safra 2025/26 ampliou levemente a disponibilidade dos padrões superiores, mas sem gerar excedente capaz de pressionar as cotações para baixo.
No segmento comercial, os padrões 7,5 e 8 concentram a maior parte da liquidez. A formação de preços nesse segmento depende de fatores como uniformidade dos grãos, índice de defeitos, origem e qualidade industrial. Os primeiros lotes irrigados começaram a chegar ao mercado com boa receptividade por parte das indústrias.
As principais referências no mercado físico (preço FOB na origem) partem do interior de São Paulo, acompanhadas pelo Noroeste de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e Goiás.
Feijão Preto: Equilíbrio Com Menos Produto no Mercado
O feijão preto teve comportamento mais estável durante a semana, com liquidez moderada e negociações organizadas. O escoamento melhorou gradualmente em relação às semanas anteriores, permitindo equilíbrio entre oferta e demanda.
O principal suporte do mercado está na redução significativa da produção paranaense na segunda safra 2025/26:
- Área cultivada recuou cerca de 34%
- Produção caiu aproximadamente 37%
- Condições climáticas adversas reduziram o potencial produtivo das lavouras
Esse cenário limitou a disponibilidade de produto e reforça a expectativa de oferta menor nos próximos meses de comercialização.
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As referências de preço no mercado físico (FOB na origem) estão assim distribuídas:
| Região | Preço por saca |
|---|---|
| Interior de São Paulo | Até R$ 247 |
| Noroeste do Rio Grande do Sul | Cerca de R$ 230 |
| Sul do Paraná | Aproximadamente R$ 208 |
| Oeste de Santa Catarina | Aproximadamente R$ 198 |
Os compradores atuam de forma disciplinada, recompondo estoques conforme necessidade imediata. Os vendedores, por sua vez, mantêm postura firme diante da menor disponibilidade dos melhores lotes.
O Que Define o Preço do Feijão Agora
A comercialização do feijão ficou mais técnica nos últimos meses. Não basta ter produto: o que o mercado paga mais é pelo lote que combina boa classificação, origem confiável, baixo índice de defeitos e desempenho industrial consistente.
Além disso, a velocidade das negociações passou a ser fator determinante. Quem consegue entregar com agilidade dentro das especificações pedidas tem mais facilidade de fechar preços melhores, especialmente para a indústria.
O Que Esperar Nas Próximas Semanas
Para o feijão carioca, a escassez dos melhores padrões deve manter a firmeza das cotações enquanto a terceira safra não entrar em volume relevante no mercado.
Para o feijão preto, o equilíbrio entre oferta reduzida e demanda regular deve limitar movimentos bruscos de baixa. O monitoramento da entrada de novos lotes e do comportamento da indústria será o termômetro das próximas semanas.
Se você comercializa feijão, os próximos dias pedem atenção ao ritmo de chegada de produto novo, à postura dos compradores industriais e às condições climáticas nas regiões ainda em colheita.
Acompanhe no Portal Agroindústria as atualizações semanais sobre preços, mercado e safras de feijão e outras culturas para tomar decisões mais informadas na sua propriedade.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Qual é o preço do feijão carioca em julho de 2026?
R: No mercado paulista, o feijão carioca Extra nota 9 e 9,5 está sendo negociado entre R$ 400 e R$ 440 por saca CIF São Paulo. As pedidas para nota 9 estão próximas de R$ 430 e para nota 10 chegam a R$ 445 por saca. Os preços refletem a escassez de lotes de qualidade superior no mercado.
P: Por que o preço do feijão preto está firme no Brasil?
R: A principal razão é a queda expressiva na produção paranaense: a área cultivada recuou cerca de 34% e a produção caiu aproximadamente 37% na segunda safra 2025/26, por conta de adversidades climáticas. Essa redução limitou a disponibilidade de produto e sustenta as cotações em patamar elevado.
P: O preço do feijão vai cair nos próximos meses?
R: A tendência de curto prazo aponta para manutenção dos preços firmes, especialmente no carioca, onde os lotes de qualidade superior seguem escassos. No feijão preto, o equilíbrio entre oferta reduzida e demanda regular deve limitar quedas bruscas. A velocidade de entrada de novos lotes e o comportamento da indústria serão os fatores mais importantes a acompanhar.
P: O que define o preço do feijão no mercado brasileiro atualmente?
R: A qualidade e a classificação dos lotes são os fatores decisivos. Uniformidade dos grãos, origem, índice de defeitos e aproveitamento industrial passaram a ter mais peso na formação de preços do que o volume disponível. Lotes com classificação superior seguem sendo direcionados à indústria e alcançam as melhores cotações.
Fonte Original
Portal do Agronegócio




