Pragas no início do milho exigem monitoramento rigoroso e manejo integrado

Pragas no início do milho exigem monitoramento rigoroso e manejo integrado

Você vai acompanhar como o milho continua entre as culturas mais relevantes do agronegócio brasileiro, mas com o alerta de que falhas no manejo podem trazer perdas já no início. A pressão de pragas tende a ficar mais regionalizada e aparece com coró, lesmas e ratos em diferentes áreas, e a palhada da soja oferece abrigo para muitos deles. O texto destaca que o monitoramento precisa começar antes da semeadura e que o Manejo Integrado de Pragas deve ganhar rigor. A tecnologia de aplicação também é crucial para aumentar a eficácia, exigindo levantamento da palhada, observação da base das plantas e ferramentas que exponham pragas escondidas. Esse cuidado pode ajudar você a reduzir riscos e manter a produção estável no próximo ciclo. Para entender melhor as pragas mais relevantes, vale consultar o guia completo de identific

io e controle de pragas na lavoura. pragas na lavoura.

Guia de manejo de pragas no milho

Safra 2025/26: milho continua relevante, mas manejo pode impor perdas iniciais

Panorama da produção e importância do milho

Você acompanha um ano em que o milho permanece entre as culturas mais importantes do agronegócio brasileiro para a safra 2025/26. Ainda assim, especialistas alertam que falhas no manejo podem provocar perdas expressivas, principalmente na fase inicial, quando as pragas podem comprometer o estabelecimento das lavouras.
Conforme estimativas da Conab, a produção brasileira pode chegar a 138,45 milhões de toneladas, sendo 109,26 milhões provenientes da segunda safra, o que representa cerca de 79% do total. Em números, a segunda safra avança como grande motor do volume, enquanto a primeira permanece crítica para o equilíbrio do cultivo. Para acompanhar as principais pragas e seus controles, consulte o guia de pragas. guia de pragas.

Projeções da safra 2025/26 do milho

Principais riscos no início do ciclo

Você precisa saber que esse período costuma apresentar maior vulnerabilidade a variações climáticas e à pressão de pragas, especialmente em áreas que acabaram de sair da colheita da soja. A palha residual da soja pode criar condições favoráveis para pragas se instalarem e se multiplicarem, elevando o desafio inicial do milho. Para estratégias que envolvem bioinsumos e redução de defensivos, veja as abordagens disponíveis. bioinsumos como substituição.

A pressão de pragas tende a ficar regionalizada em 2026

Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro (Rondonópolis, MT), a pressão de pragas tende a se tornar mais regional na próxima temporada. Ele aponta relatos de danos provocados pelo coró em algumas regiões, além de ocorrências de lesmas em áreas com alta densidade de palhada e, em outros locais, surgem relatos de ratos reduzindo o estande do milho. Essencialmente, você verá variações regionais na intensidade dos ataques. Além disso, a cigarrinha-do-milho continua em cena como vetor de doenças, o que reforça a necessidade de monitoramento integrado. O guia de pragas pode orientar sobre os manejos adequados. pragas na lavoura.

Pragas que afetam o início do cultivo e impactos da palhada

Entre as principais ameaças ao começo do desenvolvimento do milho está o percevejo, que atua com mais força onde há muitos resíduos de soja. A palhada funciona como abrigo para esses insetos, fortalecendo sua multiplicação. Do ponto de vista técnico, o desafio é que muitas pragas permanecem escondidas no sistema produtivo, dificultando a detecção precoce. Estudos da Embrapa indicam que o percevejo barriga-verde costuma se esconder nas horas mais quentes do dia, o que pode atrasar a identificação da infestação. Por isso, você deve iniciar o monitoramento antes mesmo da semeadura para ações preventivas mais eficazes.
Além das pragas de solo, insetos vetores de doenças, como a cigarrinha-do-milho, continuam em cena. Um levantamento conjunto da CNA, Embrapa e Epagri aponta prejuízos significativos entre 2020/21 e 2023/24, no patamar de US$ 25,8 bilhões, destacando a importância de estratégias de controle bem coordenadas.
A palhada, embora essencial para o sistema de plantio direto e a conservação do solo, pode favorecer o aparecimento de determinadas pragas. Materiais técnicos da Embrapa indicam que áreas com muitos resíduos vegetais tendem a abrigar lesmas e caracujøs, que colocam ovos em fendas do solo ou sob restos em decomposição. Os danos podem incluir menor vigor das plantas e estande irregular. Para ver como o uso de drones pode auxiliar o monitoramento, confira conteúdos sobre drones na agricultura. drones na agricultura.

Cartilha MIP para milho e soja

Monitoramento, tecnologia e manejo

Você precisa entender que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) deve ganhar rigor nas lavouras de milho. A principal mudança, segundo Gazoni, está na frequência e na forma de monitorar as áreas.

  • O monitoramento deve ser mais frequente e detalhado, indo além do que está na superfície. Levantar palha, inspecionar a base das plantas e buscar o que está escondido é essencial.
  • O MIP envolve combinar estratégias diversas para reduzir riscos de infestação.

Entre as práticas recomendadas para diminuir a pressão de pragas estão:

  • Monitoramento contínuo desde o preparo do solo até o desenvolvimento inicial das plantas;
  • Adoção de estratégias integradas que combinam controle biológico, manejo agronômico e, quando necessário, aplicação de defensivos;
  • Planejamento de aplicação com foco na eficácia, levando em conta a localização das pragas e o estado da palhada.

A tecnologia de aplicação também desempenha papel importante. Quando insetos permanecem protegidos pela palha ou pelo cartucho da planta, a eficiência do manejo depende não apenas do produto, mas também da forma de aplicação. A ideia central para 2026 é identificar o melhor momento de aplicação e aumentar a cobertura e a permanência das gotas. Desalojantes podem ser usados para expor pragas escondidas na palha ou no cartucho, elevando a eficácia do defensivo aplicado. Para entender como a inteligência artificial pode aprimorar a gestão da lavoura, veja conteúdos sobre IA na agricultura. inteligência artificial na agricultura.

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Você precisa alinhar monitoramento com ações rápidas: intensificar a observação, expandir a área sob vigilância e ajustar a técnica de aplicação para cada região.

Cartilha MIP para milho e soja

Recomendações práticas para 2026

  • Inicie o monitoramento antes da semeadura; não espere a infestação aparecer para agir.
  • Use o Manejo Integrado de Pragas de forma mais rígida, combinando práticas culturais, monitoramento constante e, quando necessário, defensivos com aplicação precisa.
  • Ajuste a aplicação: aumente a cobertura, prolongue a permanência das gotas e utilize ferramentas para expor pragas ocultas, como os desalojantes.
  • Esteja atento à palhada: apesar de benéfica para o plantio direto, requer manejo cuidadoso para não favorecer pragas. A rastreabilidade agrícola pode facilitar o acompanhamento de práticas de manejo e segurança. rastreamento agrícola.

Proteção de milho e pragas no Brasil

Conclusão

Você está diante de um cenário em que o milho continua entre as culturas mais relevantes do agronegócio brasileiro, mas o sucesso depende de um manejo rigoroso desde o início. Falhas no manejo podem trazer perdas já no começo, principalmente pela presença de pragas escondidas na palhada da soja. Por isso, você precisa ingressar no monitoramento antes da semeadura e manter a prática do Manejo Integrado de Pragas (MIP) com mais consistência, combinando monitoramento frequente, manejo cultural, controle biológico e, quando necessário, defensivos.
A tecnologia de aplicação tem papel central: busque maior cobertura e maior tempo de permanência das gotas, use itens que exponham pragas escondidas e planeje ações com base na localização das pragas e no estado da palhada. Lembre-se de que a palhada pode favorecer pragas se não for gerida adequadamente, portanto trate-a com cuidado para não comprometer o estande.
Em 2026, a pressão de pragas tende a ser regionalizada, exigindo estratégias ajustadas por região. Esteja preparado para variações locais, com ações rápidas e bem coordenadas. No âmbito da produção, a segunda safra continua sendo o motor, com o volume esperado de cerca de 109,26 milhões de t, representando ~79% do total, enquanto a primeira safra permanece crítica para o equilíbrio do cultivo. Para acompanhar números de safra e impactos logísticos, consulte a previsão de safra com IA. previsão de safra com IA, e para entender melhor a logística, leia sobre a produção de milho e seus desdobramentos. produção de milho e logística.

Para manter a produção estável no próximo ciclo, você precisa alinhar o monitoramento com ações rápidas: intensificar a observação, expandir a área sob vigilância, ajustar a técnica de aplicação e utilizar ferramentas como os desalojantes para expor pragas escondidas. Com esse conjunto de práticas, você reduz riscos, protege seu estande e sustenta o milho no ciclo 2025/26 e além.

Pergunta frequentes

Por que o monitoramento no início do milho é crítico?

O início é quando as plantas são jovens. Pragas atacam rápido e o estande pode ficar pequeno. Detectar cedo evita danos maiores.

Quais pragas são mais preocupantes no estabelecimento do milho?

Percevejo barriga-verde e cigarrinha-do-milho são as principais. Também aparecem coró, lesmas, caracujøs e ratos, principalmente na palhada. Confira o guia completo de identificação de pragas para detalhes. pragas.

Como a palhada da soja influencia o milho no começo?

A palhada serve de abrigo para pragas. Restos de soja aumentam a pressão de percevejo. Palhada alta eleva o risco de infestações. Estratégias com bioinsumos ajudam a gerenciar nessa composição, saiba mais em bioinsumos. bioinsumos.

O que é o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e por que usá-lo?

O MIP usa várias estratégias juntas: monitoramento, manejo cultural, biológico e químico quando necessário. É mais eficaz e reduz danos sem exagero de defensivos. Veja como combinações de controle biológico e práticas regenerativas podem apoiar o MIP. controle biológico e práticas regenerativas.

Como começar o monitoramento antes da semeadura?

Observe a palhada, conte pragas no solo e verifique ao redor do talhão. Planeje ações antes da emergência das plantas.

Como a aplicação de defensivos pode ser mais eficiente?

Use tecnologia de aplicação, aumente a cobertura e o tempo que as gotas ficam na área. Desalojantes ajudam a expor pragas escondidas.

Além do percevejo, que pragas merecem atenção?

Coró, lesmas, caramujos, ratos e cigarrinha-do-milho. Eles aparecem na palhada ou junto às plantas jovens.

Qual é o papel da palhada na proteção do milho contra pragas no início?

A palhada pede cuidado. Ela pode esconder pragas e exigir monitoramento mais intenso. Observação da base das plantas ajuda na decisão de manejo. Para entender como drones podem apoiar o monitoramento, acesse o conteúdo sobre uso de drones na agricultura. drones na agricultura

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