Milho: 2,2 Milhões de Toneladas em 10 Dias de Agosto, Mas Ritmo Diário Cai 32% em Relação a 2025

Exportações de Milho em Agosto 2026: 2,2 Mi de Toneladas e Ritmo Menor

O milho brasileiro segue com forte presença no mercado externo em agosto. O Brasil exportou 2,216 milhões de toneladas do cereal nos dez primeiros dias úteis do mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) divulgados em 17 de agosto de 2026. A receita acumulada no período chegou a US$ 480,5 milhões.

No entanto, os números trazem um contraste importante: embora o volume acumulado seja expressivo, o ritmo diário das exportações caiu 32% em relação ao mesmo período de agosto de 2025. O que a primeira quinzena revela é que o mês começou forte, perdeu fôlego e vai precisar de aceleração nas próximas semanas para se aproximar do resultado do ano passado.

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O Que Dizem os Números na Prática

A média diária de embarques nos dez primeiros dias úteis de agosto ficou em 221,6 mil toneladas. Em agosto de 2025, essa média havia alcançado 326,1 mil toneladas por dia, diferença de 32%.

Para entender o impacto, basta comparar com o resultado completo de agosto do ano anterior: o Brasil embarcou 6,849 milhões de toneladas ao longo de todo o mês de 2025. Com o ritmo atual, os 2,216 milhões acumulados até o décimo dia útil representam apenas 32,4% daquele total.

Indicador Agosto 2026 (10 dias úteis) Agosto 2025 (mês completo)
Volume embarcado 2,216 milhões de t 6,849 milhões de t
Média diária 221,6 mil t/dia 326,1 mil t/dia
Receita total US$ 480,5 milhões US$ 1,355 bilhão
Receita média diária US$ 48,05 milhões US$ 64,58 milhões
Preço médio por tonelada US$ 216,80 US$ 197,90

O Preço Mais Alto Amortece a Queda de Receita

Um dado positivo aparece quando se olha para o preço: cada tonelada de milho brasileiro exportada em agosto de 2026 está valendo US$ 216,80, valorização de 9,5% sobre os US$ 197,90 registrados em agosto de 2025.

Ou seja, o volume diário caiu 32%, mas a queda de receita diária ficou em 25,6%. A diferença entre os dois recuos é exatamente o efeito do preço mais alto, que compensa parcialmente o menor ritmo de embarques.

Para quem ainda tem milho em estoque e está monitorando o momento de vender, esse dado é relevante: o mercado externo está pagando mais por tonelada do que pagava há um ano, o que melhora a equação comercial mesmo em um ambiente de ritmo mais lento.

Por Que o Ritmo Diário Recuou

A forte abertura do mês com 1,18 milhão de toneladas nos primeiros cinco dias criou uma base de comparação alta. Nos dias seguintes, os embarques recuaram para um patamar mais próximo do que seria esperado para o período.

Três fatores influenciam o ritmo das próximas semanas:

  • Disponibilidade do cereal: a colheita da segunda safra está em fase avançada, mas o fluxo de comercialização pelos produtores segue cauteloso. Quem ainda tem milho em estoque está monitorando o comportamento dos preços antes de acelerar as vendas
  • Demanda dos compradores internacionais: o comportamento dos principais compradores de milho brasileiro, especialmente no mercado asiático, vai definir o volume de contratos executados até o final do mês
  • Competitividade no mercado global: a concorrência com o milho americano e argentino, aliada ao comportamento do câmbio, vai determinar se o Brasil consegue manter ou ampliar sua participação nas compras internacionais nas próximas semanas

O Que Esperar Para o Restante de Agosto

Com 21 dias úteis no mês e apenas 10 contabilizados até o momento da divulgação dos dados, a segunda metade de agosto vai definir se a safra mantém o resultado expressivo ou termina abaixo do esperado.

Para equiparar o desempenho de agosto de 2025, o Brasil precisaria triplicar o ritmo diário atual nas semanas restantes, o que parece improvável dado o padrão dos últimos dias. Por isso, a projeção mais realista aponta para um agosto de 2026 com volume total abaixo do mês equivalente do ano passado, mas com receita por tonelada melhor.

Para o produtor de milho que ainda tem estoque, os indicadores relevantes a monitorar até o final do mês são: o comportamento da média diária de embarques, qualquer variação nos contratos com os principais compradores e o câmbio real-dólar, que afeta diretamente a conversão do preço internacional em reais na propriedade.


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FAQ – Perguntas Frequentes

P: Quanto o Brasil exportou de milho em agosto de 2026?

R: Nos dez primeiros dias úteis de agosto de 2026, o Brasil embarcou 2,216 milhões de toneladas de milho, com receita de US$ 480,5 milhões, segundo dados da Secex/MDIC. A média diária no período foi de 221,6 mil toneladas, recuo de 32% em relação à média de agosto de 2025.

P: Por que o ritmo diário das exportações de milho caiu 32% em agosto?

R: O mês começou com ritmo intenso nos primeiros cinco dias e depois desacelerou para um patamar mais moderado. A queda reflete a postura cautelosa dos produtores na comercialização do estoque e o comportamento mais seletivo dos compradores internacionais. O ritmo das semanas seguintes vai definir o resultado final do mês.

P: O preço do milho brasileiro exportado subiu em 2026?

R: Sim. O preço médio por tonelada em agosto de 2026 alcançou US$ 216,80, alta de 9,5% sobre os US$ 197,90 registrados em agosto de 2025. Essa valorização amenizou a queda de receita: enquanto o volume diário recuou 32%, a receita diária caiu apenas 25,6%.

P: Como as exportações de milho afetam o preço interno no Brasil?

R: A relação é direta: quando os embarques absorvem volume relevante da produção, a oferta disponível no mercado doméstico diminui, sustentando ou elevando as cotações internas. Se o ritmo de exportação desacelerar no restante de agosto, parte do produto pode voltar ao mercado interno e pressionar os preços para baixo, especialmente em Mato Grosso e Paraná.

Fonte de Referência

Portal do Agrongócio

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