Produção de Rações Cresce 5,4% e Pode Superar 98 Mi de Toneladas

Produção de Rações Cresce 5,4% e Pode Superar 98 Mi de Toneladas

Se você atua na cadeia de proteína animal, seja em granja, confinamento ou produção de leite, os números do primeiro trimestre de 2026 mostram um setor em ritmo forte de expansão, e isso tem impacto direto na demanda por insumos e no planejamento da sua produção.

Por que esse crescimento importa para quem produz

A produção de rações no Brasil somou 22,6 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, um avanço de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Para o ano fechado, a projeção passa de 98 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de aproximadamente 4,5% sobre 2025.

Esse tipo de expansão costuma se traduzir em mais competição por insumos e maior pressão sobre custo de produção, mas também indica um mercado aquecido para quem fornece matéria-prima ou presta serviço à cadeia.

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O que está puxando o crescimento

Segundo o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o avanço reflete ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e incorporação de novas tecnologias nos sistemas produtivos, fatores que ajudam o setor a se manter competitivo mesmo diante de riscos sanitários e barreiras comerciais.

A nutrição de precisão vem se consolidando como diferencial nas granjas e confinamentos. Na prática, isso significa usar os ingredientes de forma mais eficiente, melhorar a conversão alimentar e reduzir desperdício, o que impacta diretamente o custo final da produção.

Como cada cadeia está consumindo ração

Segmento Consumo no 1º trimestre Projeção para 2026
Frangos de corte 10 milhões de toneladas 39,8 milhões de toneladas
Suínos 5,5 milhões de toneladas 23,6 milhões de toneladas
Poedeiras 1,8 milhão de toneladas 7,7 milhões de toneladas
Bovinos leiteiros 2 milhões de toneladas 7,9 milhões de toneladas
Bovinos de corte 1,28 milhão de toneladas Acima de 8,2 milhões de toneladas
Aquicultura Próximo de 500 mil toneladas 1,97 milhão de toneladas
Pet food Pouco mais de 1 milhão de toneladas 4,15 milhões de toneladas

A avicultura de corte segue como o maior consumidor isolado, respondendo por cerca de 40,6% de toda a produção nacional projetada para o ano. Somadas, frangos e suínos devem representar quase 65% do mercado brasileiro de alimentação animal em 2026.

O que isso muda na prática para o produtor

Se você trabalha com avicultura, o abate de frangos já cresceu 3,6% no primeiro trimestre, e o peso das carcaças avançou mais de 7%, segundo o IBGE. Isso indica recuperação após os desafios sanitários enfrentados em 2025 e sinaliza espaço para ampliar produção com mais previsibilidade.

Na suinocultura, o abate de 15,3 milhões de cabeças no trimestre, alta de 5,5%, junto com o aumento das exportações, tem ajudado a sustentar as cotações no mercado interno. Quem produz suíno pode se beneficiar desse cenário de demanda aquecida tanto externa quanto internamente.

Para produtores de leite, o volume de matéria-prima captada sob inspeção sanitária cresceu 3,3% no trimestre, refletindo investimento em tecnologia e maior disponibilidade de matéria seca nas propriedades.

Já quem atua com aquicultura, especialmente carcinicultura, deve ficar atento à modernização do setor. Automação da alimentação, melhoria da aeração e controle ambiental estão elevando a sobrevivência dos camarões e a produtividade por área, mesmo em um cenário ainda marcado por custos altos e concorrência com pescado importado.

Acompanhar esses números ajuda a planejar compra de insumos, negociação de contratos e expansão de plantel com mais segurança. Continue no Portal da Agroindústria para acompanhar os próximos indicadores da cadeia de proteína animal no Brasil.


FAQ – Perguntas Frequentes

P: Quanto deve crescer a produção de rações no Brasil em 2026?

R: A projeção do Sindirações é de aproximadamente 4,5% de crescimento sobre 2025, ultrapassando 98 milhões de toneladas no ano.

P: Qual segmento consome mais ração no Brasil?

R: A avicultura de corte, que deve representar cerca de 40,6% de toda a produção nacional de rações projetada para 2026.

P: O que está impulsionando o crescimento da indústria de rações?

R: Ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional, nutrição de precisão e incorporação de novas tecnologias nos sistemas produtivos.

P: Como está o desempenho da aquicultura no setor de rações?

R: A demanda deve chegar a 1,97 milhão de toneladas em 2026, impulsionada pela modernização de fazendas e automação na carcinicultura.

Fonte:

Portal do Agronegócio

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