Fitogênicos na Pecuária: a Alternativa Natural que Está Mudando a Nutrição Animal

Fitogênicos na Pecuária: a Alternativa Natural que Está Mudando a Nutrição Animal

O uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária sempre foi controverso. Com o aumento das restrições regulatórias ao redor do mundo e a pressão crescente por cadeias produtivas mais transparentes, o setor precisou encontrar caminhos novos. Por isso, os fitogênicos entraram nessa lacuna e, hoje, figuram entre as soluções mais promissoras da nutrição animal moderna.

A pergunta que muitos produtores fazem é direta: funcionam mesmo? Segundo dados de campo e especialistas do setor, sim, desde que a formulação siga rigor técnico.

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Por que os antibióticos promotores de crescimento estão perdendo espaço

Durante décadas, os ionóforos e outros antibióticos cumpriram papel relevante na pecuária de ruminantes. Eles melhoravam a eficiência alimentar, reduziam perdas por problemas digestivos e ajudavam no controle de alguns patógenos. O problema é que o contexto mudou.

A resistência antimicrobiana virou pauta de saúde pública global. Por exemplo, a União Europeia já proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento, e essa decisão gerou efeito cascata em mercados exportadores como o Brasil. Por isso, se você produz para exportação ou quer manter competitividade no mercado interno, adaptar o manejo nutricional deixou de ser opcional.

No Brasil, o debate avança junto com o reconhecimento regulatório de novas tecnologias pelo Ministério da Agricultura. Segundo Luciano Sá, diretor técnico e de negócios da Vetos Brasil, empresa parceira da Agrifirm, o movimento internacional pressionou uma virada no setor: a busca por soluções que mantenham os índices produtivos sem comprometer a segurança do produto final.

O que são os fitogênicos e como agem no organismo animal

Os fitogênicos são compostos bioativos que as indústrias extraem de plantas. A categoria inclui óleos essenciais, taninos e bioflavonoides, cada um com mecanismos de ação distintos, mas complementares quando técnicos os combinam em formulações específicas.

Na prática, essas substâncias atuam principalmente na microbiota ruminal. Elas equilibram a população microbiana do rúmen e, com isso, melhoram o aproveitamento dos nutrientes que o animal consome. O resultado é um animal que digere melhor, desperdiça menos e converte alimento em produto com mais eficiência.

O que diferencia os fitogênicos de outros aditivos é o conjunto de propriedades funcionais que trazem junto. Compostos com ação antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória fortalecem o sistema imunológico do rebanho. Por outro lado, tornam os animais mais resistentes a desafios sanitários e variações climáticas, o que reduz custos com tratamentos veterinários ao longo do ciclo produtivo.

Propriedade Benefício Prático
Antioxidante Reduz estresse oxidativo e melhora saúde celular
Antimicrobiana Auxilia no controle de patógenos sem antibióticos
Anti-inflamatória Favorece recuperação e bem-estar animal
Moduladora do rúmen Melhora aproveitamento de proteínas e energia
Redutora de metano Diminui emissões entéricas em até 16%

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Resultados que chegam ao cocho e ao balanço da propriedade

A Agrifirm desenvolveu o Anavrin, uma solução fitogênica que combina óleos essenciais, taninos e bioflavonoides em formulação específica para ruminantes. Os dados da empresa mostram aumento médio de até 1,5 litro de leite por vaca ao dia, além de melhora no aproveitamento proteico da dieta.

Se você cria gado leiteiro, esse número precisa de perspectiva: em um lote de 100 vacas, são 150 litros a mais por dia, sem aumentar área ou lotação. Ou seja, o custo fixo permanece o mesmo enquanto a receita cresce.

Mariane Pfeifer, diretora técnica da Agrifirm, destaca que a solução também avança em dois pontos que o mercado acompanha com atenção: imunidade e impacto ambiental. Ainda segundo os dados da empresa, os fitogênicos da formulação reduzem as emissões de metano entérico em até 16%. Isso coloca a tecnologia diretamente dentro da agenda de descarbonização da pecuária, um critério que mercados europeus já exigem de fornecedores brasileiros.

Formulação técnica define se vai funcionar ou não

Especialistas do setor são claros nesse ponto: nem todo produto rotulado como fitogênico entrega o mesmo resultado. A eficiência depende da origem das matérias-primas, da concentração dos compostos bioativos, da dosagem correta e de como o produto se integra ao manejo nutricional e sanitário da propriedade.

Por exemplo, um tanino de baixa qualidade ou um óleo essencial mal processado simplesmente não produz efeito. Por isso, antes de adotar qualquer fitogênico no seu protocolo, avalie a ficha técnica do produto, peça referências de uso em campo e envolva o médico veterinário ou zootecnista responsável pelo rebanho.

O cenário regulatório internacional vai apertar ainda mais nos próximos anos. Por isso, quem se antecipar vai estar em posição melhor para atender mercados exigentes e construir um sistema produtivo mais sólido.

Acompanhe o Portal do Agronegócio para ficar por dentro das principais novidades em saúde animal, nutrição e manejo de rebanhos. Aqui você encontra conteúdo técnico e atualizado para tomar decisões melhores na sua propriedade.

FAQ – Pesquisas Frequentes

P: O que são fitogênicos e para que servem na pecuária?

R: São compostos naturais extraídos de plantas, como óleos essenciais, taninos e bioflavonoides. Na pecuária, são usados para melhorar a digestão dos animais, modular a microbiota ruminal e fortalecer a imunidade do rebanho, reduzindo a dependência de antibióticos.

P: Fitogênicos podem substituir completamente os antibióticos promotores de crescimento?

R: Em muitos contextos sim, especialmente quando o objetivo é melhorar eficiência alimentar e saúde digestiva. Para casos de doenças bacterianas, o antibiótico terapêutico ainda tem papel. A substituição deve ser planejada com orientação técnica.

P: Qual o impacto dos fitogênicos na produção de leite?

R: Dados da Agrifirm com o produto Anavrin apontam aumento médio de até 1,5 litro por vaca ao dia, além de melhor aproveitamento das proteínas da dieta. Os resultados variam conforme a qualidade da formulação e o manejo nutricional da propriedade.

P: Os fitogênicos ajudam a reduzir emissões de metano na pecuária?

R: Sim. A tecnologia pode contribuir para reduzir as emissões de metano entérico em até 16%, tornando a atividade pecuária mais alinhada às metas ambientais e às exigências dos mercados internacionais.

P: O uso de fitogênicos é regulamentado no Brasil?

R: Sim. O Ministério da Agricultura reconhece as soluções fitogênicas, o que reforça a segurança regulatória para quem adota essa tecnologia na nutrição animal.

 

Referencia

Portal do Agronegócio — Fitogênicos ganham espaço na pecuária e surgem como alternativa aos antibióticos promotores de crescimento 

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