Chuvas reduzem a oferta de mandioca e esvaziam estoques de fécula e farinha

Chuvas reduzem a oferta de mandioca e esvaziam estoques

Se você planta ou compra mandioca, o excesso de chuva deste período já aparece no preço e no abastecimento. O clima úmido nas principais regiões produtoras está reduzindo a disponibilidade de raízes para as indústrias, e com menos oferta de mandioca as unidades processam menos. O resultado é uma reposição mais lenta dos estoques de fécula e farinha.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse quadro tem limitado a pressão de queda sobre as cotações. Os preços dos derivados seguem acima dos registrados no mesmo período de 2025, embora cada segmento reaja de um jeito.

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Fécula: quatro semanas seguidas de queda na produção

A produção de fécula de mandioca recuou por quatro semanas consecutivas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A sequência de quedas reduziu os estoques disponíveis e trouxe os compradores de volta ao mercado nos últimos dias.

Dois motivos explicam a pressa de quem compra:

  • A necessidade de recompor posições nos estoques
  • A preparação para o fim do ano, quando as fecularias fazem recesso

A combinação entre menos produção e compras retomadas ajuda a conter a pressão de baixa no mercado de fécula.

Farinha: Paraná é o mais afetado pela falta de raiz

No segmento de farinha, as chuvas comprometeram o abastecimento de raízes em todas as regiões pesquisadas. Segundo o Cepea, as empresas do Paraná foram as mais atingidas pela dificuldade de acesso à matéria-prima.

A oferta limitada reduz o ritmo de processamento justo quando a procura cresce, principalmente por atacadistas dos estados do Nordeste.

Procura sobe, mas o preço da farinha reage pouco

Mesmo com mais demanda e dificuldade de abastecimento industrial, os preços da farinha de mandioca reagiram pouco no período. Com isso, as margens das farinheiras seguem apertadas.

Na prática, o mercado de farinha mostra estoques menores e compradores mais ativos, mas com espaço limitado para reajustes. Quem processa precisa pagar a raiz mais cara, e nem sempre consegue repassar esse custo adiante.

Fécula e farinha lado a lado

A tabela resume o que o Cepea observou em cada segmento.

Segmento Situação da produção Comportamento dos preços
Fécula Queda por quatro semanas seguidas em todas as regiões Pressão de baixa contida, compradores ativos
Farinha Abastecimento de raízes comprometido, Paraná mais afetado Pouca reação, margens apertadas

O que fazer na hora de negociar sua mandioca

Se você produz ou compra mandioca, estas atitudes ajudam a decidir com mais segurança:

  • Acompanhe a oferta de raízes na sua região, já que as chuvas restringem a colheita e o transporte.
  • Converse com as fecularias e farinheiras sobre prazos de recesso, que antecipam as compras no fim do ano.
  • Compare o preço da fécula e o da farinha, porque os dois mercados estão reagindo de formas diferentes.
  • Se você é farinheiro, calcule a margem com o custo atual da raiz antes de fechar novas vendas.
  • Planeje entregas e colheita considerando os dias de chuva, que dificultam o acesso às áreas.

Quer continuar acompanhando o mercado de mandioca e seus derivados? Siga o Portal da Agroindústria para receber as próximas análises sobre preços e oferta no campo.

FAQ – Perguntas Frequentes

P: Por que a oferta de mandioca caiu nas indústrias?

R: O excesso de chuvas nas principais regiões produtoras reduziu a disponibilidade de raízes, levando as unidades a diminuir o processamento, segundo o Cepea.

P: Há quanto tempo a produção de fécula de mandioca vem caindo?

R: Por quatro semanas consecutivas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, o que reduziu os estoques e estimulou a procura dos compradores.

P: Por que os compradores estão mais ativos no mercado de fécula?

R: Eles precisam recompor estoques e querem se preparar para o fim do ano, quando as fecularias fazem recesso.

P: Qual região das farinheiras foi mais afetada pelas chuvas?

R: O Paraná, onde as empresas tiveram a maior dificuldade de acesso à matéria-prima, segundo o Cepea.

P: Os preços da farinha de mandioca subiram com a maior procura?

R: Pouco. Apesar da demanda maior, sobretudo de atacadistas do Nordeste, os preços reagiram pouco e as margens das farinheiras seguem apertadas.

Fonte de Referencia

Portal do Agronegócio

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